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Com o Tour de France à porta é impossível não me lembrar da bicicleta. E não sentir saudades da minha Giant. Em 2011, voltei a França para participar na Ardéchoise (um encontro de cicloturistas) e, dessa vez, subir também o Alpe d’Huez. São 14 km de muito sofrimento, logo no início com mais de 10% de inclinação. E são 21 curvas que nos deixam sem pernas, sem pulmões, quase sem sentidos. Numa infindável contagem decrescente, lá chegamos à 17ª curva onde está o nome de Joaquim Agostinho, mal escrito, infelizmente. Em 1979, o ciclista português venceu ali a etapa do Tour. Era uma força da natureza. Faltava-lhe a técnica e, por se ter iniciado tarde na modalidade, era conhecido como “emigrante da bicicleta”. Isso, porém, não o impediu de vencer.